A lei de Murphy e os ensaios de caudal

Se alguma coisa puder correr mal, vai correr mal! É nesta frase, atribuída ao Capitão Edward A. Murphy e por isso chamada lei de Murphy, que penso sempre que na Sinergeo planeamos um ensaio de caudal.

A lista de coisas que podem correr mal, por exemplo numa inspecção video de um furo de água, na execução de um perfil de resistividade eléctrica, levantamento topográfico  ou mesmo num estudo geológico e geotécnico, é também longa, mas  é minha convicção pessoal que esta lei se aplica na perfeição aos ensaios de caudal .

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Ensaio de caudal

Então aqui segue a lista com as 7 coisas que podem e vão correr mal quando executamos um ensaio de caudal, assim como a respectiva solução encontrada na Sinergeo.

  1. As pilhas da sonda de nível estão gastas! –  Juntamente com as sondas de nível (150 e 500 metros de profundidade) a Sinergeo agora tem sempre pilhas de 9 volts suplentes.
  2. O gerador que fornece corrente para a bomba de ensaio ficou sem gasolina. – Mais vale encher o depósito do gerador que repetir o ensaio de caudal. É também boa ideia ter um jerrican de reserva;
  3. O quadro eléctrico que fornece corrente para a bomba de ensaio foi abaixo! – Gritar com o electricista ou com quem quer que tenha feito as ligações eléctricas. Dar preferência a um gerador (ver ponto 2)com depósito cheio, e jerrican de reserva;
  4. A sonda de nível ficou presa entre o tubo, a corda e o fio eléctrico da electrobomba submersível –  Se for necessário fazer um ensaio de caudal onde a electrobomba submersível já esteja instalada, a solução passa por dizer umas rezas antes de iniciar o trabalho. Como diz o povo ” Reza para a água da fonte não nos fazer mal”;
  5. O caudalímetro deixou de medir e/ou o caudalímetro desencaixou do tubo! – Recomendamos ter sempre um recipiente graduado, vulgo balde, à mão;
  6. A corda da electrobomba submersível rebentou! –  Não se preocupem, conseguimos tirar a bomba 😉 Mas nos próximos ensaios vamos aplicar a solução apresentada no ponto 4;
  7. Alguém decidiu fazer uma pega de fogo mesmo junto ao ensaio, obrigando os geólogos a mergulhar para debaixo das viaturas! – Ninguém se magoou e ficou uma história para contar. Não há solução para a estupidez humana.

Que mais pode correr mal durante um ensaio de caudal? Partilhem connosco as vossas experiências usando os comentários do blog ou ainda enviando um email para geral@sinergeo.pt.

Saudações geológicas!

Jorge Oliveira

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